África

Melhores momentos durante os Safáris na África do Sul – parte 1

Melhores momentos durante os Safáris na África do Sul – parte 1

 

Já escrevi praticamente tudo sobre nossa viagem à África do Sul, mas sempre lembro de detalhes encantadores e morro de saudade das reservas maravilhosas que tivemos o privilégio de conhecer. Por isso, sempre é tempo de falar sobre África do Sul. Sempre é tempo de falar dos safáris. Sempre é tempo de falar sobre esse país maravilhoso chamado África do Sul. Como não se apaixonar e querer voltar? Vou fazer pequenas listas, para ir dando a África do Sul em mini doses para vocês.

– O visitante inesperado

No último lodge que ficamos, o The River Lodge at Thornybush, tínhamos uma piscina privativa no nosso quarto. Piscina aquecida, que curtimos até um mergulho de noite (sim, no meio da savana de noite, foi beeeem emocionante, sem contar no grau alcoólico elevado por conta do jantar que havíamos acabado de voltar). Esse lodge não tem muitas cercas para afastar os animais, então é bem comum termos visitantes por ali. Na manhã antes de irmos embora, eu estava curtindo um pouco a piscina. Quando de repente um impala lindo chegou para beber água ali. Deu vontade de trazê-lo para casa, de tão fofo. Claro que ele ficou assustado por ter pessoas ali, mas ele bebeu água e aproveitamos para curtir o momento. Foi demais.

– O visitante inesperado 2

No lodge Khaya Ndlovu foi a mesma coisa. Mas lá as cercas são mais intensas do que no River Lodge (juro que tentei entender o critério dessas cercas, mas fail, não dá), então foi bem engraçado quando vimos um antílope maravilhoso e enorme, simplesmente passando por baixo da cerca todo desajeitado, para comer as folhas mais jovens e frescas das plantas na parte de dentro do lodge. Que bicho maravilhoso! Outro que deu vontade de trazer para casa. Seria bem legal trazer todos eles na mala. Só não sei onde caberia tudo…

– Tomar “apavoro” até de um bebê elefante

A manhã do nosso último dia de safári foi emocionante. Estávamos na reserva de Thornybush (que foi a mais selvagem de todas que visitamos na África do Sul) e era por volta das 6h da manhã, bem no comecinho do safári. Assim que saímos do lodge, demos de cara com um grupo enorme de elefantes, algo como uns 40 bichos, fazendo o que eles fazem de melhor. Destruindo árvores. Mas eles se sentiram bem incomodados com nossa aproximação e começaram a balançar as orelhas e fazer aquele barulho com a tromba, como se quisessem dizer para a gente cair fora.

Um dos grandes se aproximou do nosso carro e ficou bem na frente, parado nos encarando com as orelhas abertas (eles abrem as orelhas para parecerem maiores, como se precisasse disso) e com isso apareceu um baby super baby elefante, com menos de um ano (se ele passa embaixo da barriga da mãe, ele tem menos de um ano), se aproxima do carro e começa a fazer exatamente a mesma coisa que o grandão estava fazendo, nos encarar. Ele fazia uns barulhos fofos com a tromba e pisava duro no chão, balançando as orelhas. Foi uma das cenas mais fofas e lindas que já vi na vida, esse baby elefante imitando o elefante grandão. Foi demais!

– A aproximação do casal de leões

Estávamos num pôr do sol, na reserva de Sabi Sand, uma das mais famosas reservas privadas da África do Sul, coladinha com o maravilhoso Parque Nacional do Kruger. Encontramos nossos primeiros leões. Ao vê-los, meu coração parecia que iria sair pela boca. Paramos de um lado onde tínhamos boa visão deles. Era um casal, leão e leoa. A leoa dormindo e de 15 em 15 minutos o leão a acordava para encher o saco dela por 3 segundos (se é que me entendem).

Depois de algumas dezenas de minutos, eles se levantaram e foram vindo em nossa direção. Nesse momento, acho que até o ranger era capaz de escutar os batimentos fortes e acelerados do meu coração. Eles vieram e se deitaram, tranquilamente ao lado do nosso carro e ficaram ali, de boa, curtindo o final do dia. Óbvio que eu não parei de fazer fotos e vídeos. Eles estavam a pouco mais de um metro de distância. Claro que o leão continuou a encher o saco da leoa, que era cega (e ainda tinha que aguentar esse leão chato).

O leão é completamente diferente de todos os outros animais. Mesmo do leopardo, que é um felino também. O olhar dele nos intimida, é intenso e forte. Foi emocionante demais ver esses bichos tão perto de nós, sem proteção alguma, no meio da savana. E o ranger nos acalmou durante a aproximação, dizendo que como foram eles que tomaram a atitude de chegar mais perto, não precisávamos nos preocupar, pois foi bem natural e eles se sentiram à vontade de fazer essa aproximação. Então, foi só curtir o momento e ficar babando nesses animais maravilhosos.

– Hienas cheirando nosso carro

Era de noite, tínhamos acabado de chegar à reserva de Sabi Sand, depois de passar horas dentro do carro dirigindo na mão inglesa pelas estradas da África do Sul. Estávamos guardando nossas malas e tudo que eu queria era tomar um banho naquele banheiro do lodge. Bateram à nossa porta para dizer que uma caçada de hiena havia acabado de acontecer no lado de fora do lodge, bem pertinho da cerca. Então, pegamos o carro do safári e fomos com dois funcionários do lodge para ver o que tinha acontecido com as hienas.

Ao chegarmos o cenário era o seguinte. Um grupo com umas 6 hienas, totalmente descontroladas, rindo alto (sim, elas dão risada mesmo, real), um bebê impala despedaçado e todas as hienas brigando pelos restos dele, até os ossos! Uma caçada de hiena é muito difícil de acontecer, pois geralmente elas comem o que já está morto, comem mesmo os ossos (encontramos cocô de hiena durante nossos passeios e ele é branco). Então, elas estavam muito excitadas por conta disso e gritando muito, rindo muito. E nós lá no meio de tudo isso, sentindo o cheiro da caçada (de sangue) e escutando tudo, vendo tudo com a luz da lanterna do pessoal do lodge.

O que não esperávamos, era que elas começariam a rodear nosso carro. E as hienas são ENORMES! Elas são altas, grandes e encorpadas. Elas começaram a andar ao redor do nosso carro, cheirando as rodas e olhando para cima. Foi beeeem assustador, porque a qualquer momento elas poderiam pular ali e sabe lá o que poderia acontecer. Para melhorar, a moça do lodge não conseguia engatar o 4×4 do carro e toda hora o carro morria. E as hienas lá. rodeando. Enfim, ela conseguiu engatar (com a ajuda do Alê) e fomos saindo daquele lugar e elas foram embora. Mas elas cheiraram nosso carro, ficaram muito perto de nós. Logo no nosso primeiro safári da história da vida, na África do Sul, um encontro desses. Inesquecível.

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