Fora da Curva

O sonho chamado Tahiti

Polinésia Francesa – O sonho é possível, sim!

 

“É muito fácil e possível para nós, que vivemos na América Latina, conhecermos a Polinésia Francesa. Essa viagem é totalmente acessível.”

 

 

 

Aposto que você está dentro da porcentagem de 99% das pessoas que acham que para viajar para a tão desejada Polinésia Francesa, é necessário ser milionário, estrela de cinema ou algo parecido. Claro que existe essa possibilidade e ela é a mais conhecida pelos mortais de nosso planeta. Por um lado, achar que viajar para lá é uma utopia, é bom pois mantém o local pouco visitado e exclusivo.

 

Mas vou contar para vocês o que o entrevistado Demétrio Magnoli e sua esposa Elaine Barbosa fizeram e talvez a experiência deles possa ajudá-los a realizar esse sonho que parece tão distante, mas na realidade, não é.

“Existe um mito de que ir para a PF você precisa ser milionário. É mito, desde que você não seja burro!”

 

Vou falar rapidamente sobre a geografia da Polinésia Francesa, que é composta por três arquipélagos: Ilhas da Sociedade, Ilhas Tuamoto e Ilhas Marquesas. Os dois primeiros ficam perto um do outro e a diferença entre eles é que nas Ilhas da Sociedade tem vulcões com lagunas e atóis, e as Ilhas Tuamoto não tem mais os vulcões, só aquele círculo da laguna e pedaços de terra. Já as Ilhas Marquesas ficam mais afastadas dos outros dois arquipélagos, mas nossos entrevistados não foram para lá, então a explicação fica para depois.

 

(PS da Tali!

Galera, é pura geografia. Basta olhar um pouco o mapa mundi e ver que é muito mais coerente fazer a viagem no sentido anti horário do que no sentido normal que todo mundo faz. Basta usar a cabeça, não sei porque as pessoas gostam de complicar tudo. Isso é um pouco patológico. Hehehehe!)

 

Um dos segredos do sucesso dessa viagem, foi a feliz escolha do roteiro. Eles simplesmente fizeram o que é mais sensato fazer. Outro segredo é a escolha da época do ano que deve visitar o local. Viaje na baixa temporada sem medo. De abril até junho e depois do meio de agosto até novembro. Evite os períodos de férias e o alto verão, pois lá as temperaturas são altas e existem muitos mosquitos.

 

Pegaram um avião da LAN saindo de São Paulo com direção a Santiago, a capital do Chile. É um voo de 3h. Passaram 2 dias por lá, para descansar e curtir a cidade.

Depois de Santiago, o próximo destino do casal foi a encantadora e enigmática Ilha de Páscoa. É um voo de 5h saindo de Santiago e também é operado pela LAN. A dica do casal viajante é passar no mínimo 4 dias por lá e alugar um carro para poderem percorrer a ilha, conhecendo todos os sítios arqueológicos e diferentes praias.

 

Depois desses dias na Ilha da Páscoa, é que chegamos ao destino mágico da Polinésia Francesa. Também com voo operado pela LAN, depois de 5h30m de viagem, você desembarcará na cidade de Papete, que fica a Ilha do Tahiti e é a capital da Polinésia. Eles passaram uma noite num hotel ao lado do aeroporto de Papete e no dia seguinte foram para a tão desejada ilha de Bora Bora.

 

Uma dica boa que eles nos deram, é que para viajar de uma ilha para a outra a melhor opção é comprar um pass da Air Tahiti e programar sua viagem pela disponibilidade dos voos da companhia, pois não tem voos diários para todas as ilhas. Eles disseram que vale muito a pena fazer o percurso da ilha de Tahiti para Moorea via ferry. É lindo e estando lá, é legal ter essa experiência na ferry também.

 

“Com relação a praia, Bora Bora é a ilha que realmente tem a laguna mais linda. Mas quando o assunto é paisagem natural, a ilha de Moorea tem o interior mais bonito, com mais vegetação.”

Em Bora Bora, existem pousadas na beira da mar, que você gasta algo acessível como 200 dólares a diária para o casal. Bem diferente das centenas de euros que os grandes resorts cobram. Tudo bem que você não ficará nos bangalôs na água e também não terá um chão de vidro, mas aproveitará as praias do mesmo jeito.

 

(PS da Tali! (2)

Um segredo é que ficar nos bangalôs é realmente o sonho de muitas pessoas. Mas, isso pode uma besteira, pois as pessoas que não estão hospedadas ali, alugam caiaques e passeiam por ali também. Conclusão: a grande vista que você terá da sua caminha linda, pode ser prejudicada. Pense bem!)

 

Uma nota interessante sobre a Polinésia, é que a praia pertence às pessoas que possuem propriedade de frente para o mar. Sim, os donos de pousadas, restaurantes e tudo mais, podem dizer de boca cheia “eu tenho uma praia na Polinésia Francesa”. E eles podem decidir quem fica ou não nas praias. Até a água é deles!

 

Se você não ficar em alguma pousada ou hotel que tenha frente ao mar, terá um certo problema para encontrar praia para poder visitar, por conta daquele detalhe de que as praias são “privadas”. Mas existem as praias públicas (que mesmo assim são boas e tranquilas para frequentar) que qualquer pessoa pode frequentar.

 

Após alguns dias no paraíso de Bora Bora, o casal foi para uma ilha chamada Maupiti que é tão linda quanto Bora Bora, mas com menos gente e menos explorada pelo turismo. Ou seja, gaste uns 3 dias por lá, como o casal Demétrio e Elaine fizeram.

 

Saindo de Maupiti, eles pegaram um avião da Air Tahiti e foram para uma ilha chamada Rangiroa, onde eles fizeram o mergulho mais lindo de suas vidas. Segundo o casal, para as pessoas que mergulham, essa ilha é imperdível. Outra ilha fantástica para mergulho é a Fakarava, mas eles não tiveram tempo para visitar. Mesmo assim, fica a dica.

 

De Rangiroa, eles foram para Moorea, indo da ilha do Tahiti para lá de ferry. Em todas as ilhas, vale a pena você alugar bicicleta para percorrer todo seu território e conhecer tudo. Mas Moorea é a única ilha que vale a pena você alugar um carro, pois ela é grande e tem paisagens lindas de vegetação e tudo mais.

 

Enfim, a dica master do casal é fugir dos passeios prontos. Os guias e agências de viagem aproveitam que os turistas que vão para lá tem bastante dinheiro e elevam os preços dos passeios. Mas, se você fizer tudo por sua conta (alugando barco pequeno para visitar as partes da laguna que quer, pois se alugar um barco que não precisa de carta ou um caiaque, você pode passear pela laguna à vontade) tudo sairá bem mais em conta.

 

Ou seja, pesquise muito antes de sair do Brasil e se informe com relação a tudo que pode ser trocado e os passeios que são pegadinhas.

A verdade é que foi uma delícia viajar com eles em suas lembranças. Afinal, a Polinésia é um destino de sonhos e qualquer pessoa normal que curte viajar, tem em algum caderninho o nome Tahiti escrito como lista de desejos.

 

Então, agora que você já sabe o caminho para o pote de ouro da realização do seu desejo, programe-se e depois venha contar para a gente como foi sua viagem.
(Todas as fotos são de Elaine Barbosa, usadas aqui com autorização dela.)

 

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