África

Melhores momentos durante os Safáris na África do Sul – parte 2

Melhores momentos durante os Safáris na África do Sul – parte 2

 

Dando sequência ao primeiro texto (para aqueles que não viram, deem uma olhada neste link aqui https://viagensdatalita.com.br/melhores-momentos-durante-os-safaris-na-africa-do-sul-parte-1/ ) onde contei a vocês sobre algumas emoções que vivemos durante os safáris na África do Sul. Tem muita coisa para contar, muita coisa divertida e bacana. Tenho certeza de que você ficará com muita vontade de viajar até lá para viver os safáris da África do Sul na pele, como nos vivemos. Não tem preço.

– O leopardo botando medo enquanto caçava

Em uma semana de safári, esse foi o único leopardo que vimos. Foi na reserva de Sabi Sand, num final de dia, quase noite. O bicho era muito lindo, elegante. Parece mesmo um gato enorme com pintinhas pretas pelo corpo. Maravilhoso. Ele estava lá, todo tranquilão em cima de uma pedra, ao lado de uma casa (pasmem, isso mesmo, existem casas dentro das reservas e nós enlouquecemos com isso). havia vários carros de outras reservas e até da NatGeo Wild. Realmente, ver um leopardo não é uma tarefa fácil.

Ficamos lá babando nele, quando de repente, ele mudou seu comportamento. Passou a observar algo que estava na direção do nosso carro, mas além dele, mais longe. Para mim estava óbvio que ele estava olhando além do carro. Após alguns minutos de observação, ele resolve se levantar e vai descendo da pedra, caminhando como um gato, todo abaixadinho e quieto, e veio vindo em direção do nosso carro. Foi lindo ver ele tendo aquele comportamento. Quando ele chegou bem ao lado do nosso carro, ele parou e usou nosso carro para se esconder. Eu comecei a rir muito e achei aquilo bárbaro. Ele olhava por baixo do carro, para um antílope que estava muito longe dali.

Ele parou bem do lado do Alexandre, que estava com minha câmera. Eu dei um cutucão nele e disse “fotografa o bicho, amor”. Ele pegou e tirou uma foto do leopardo. Só que minha câmera faz barulho quando fotografamos (é uma Canon daquelas profissionais) e quando ele fotografou, o leopardo, que estava BEM do lado dele, olhou para cima, exatamente para o Alexandre. O Ale abaixou a câmera e ficou congelado. O leopardo meio que disse “meu, para de fazer barulho que eu tô caçando, xiiiuu”. Mas aquela olhada que ele deu foi fantástica e o Ale de borrou de medo. Eu fiquei rindo muito. No final, o leopardo desistiu da caça.

– Elefante folgado que quase nos pegou

Era de manhã, aquela mesma manhã que tomamos o apavoro do baby elefante. Estávamos na reserva de Thornybush e havia muitos elefantes destruindo as árvores. Naquela manhã em especial, eles não estavam nem um pouco amigáveis. Quando passávamos com o carro, a gente meio que estava atrapalhando a vibe de destruição deles e eles ficaram putos com a gente. Toda hora faziam aquele barulho com a tromba e balançavam as orelhas, tipo como quem diz “cai fora daqui, meeeu”.

Até que em um momento, o ranger estava indo bem devagar com carro e os elefantes estavam por toda a parte. Não sei de onde esse bicho saiu, mas veio um grandão meio que por trás do carro e ele simplesmente empurrou uma árvore seca em cima de nós. Por sorte eu estava filmando e peguei essa cena (deem uma olhada neste vídeo que postei no youtube https://www.youtube.com/watch?v=kpcfxj5_aRc ). Por sorte também a árvore não era grande o suficiente para nos atingir. Mas foi muito maravilhoso tomar mais esse apavoro de outro elefante (hahahaha). Demos um pulo de susto no carro e ficamos alguns segundos tensos, porém depois foi só risada.

– Elefante folgado 2

Novamente a reserva de Thornybush (essa foi a reserva mais selvagem que visitamos) nos brindando com experiências incríveis. Novamente com elefantes (hahahaha, esses bichos são fogo). Era um final de dia e encontramos um grupo enorme de elefantes novamente (não sei dizer se é o mesmo grupo que vimos da outra vez) e eles estavam, de novo, destruindo árvores. Nossa presença incomodou (de novo), mas nem ficamos muito perto dessa vez, só estávamos passando porque estávamos atrás dos leopardos. Tinha um lago cheio de hipopótamos também. Deveria ter uns 15 lá que ficavam revezando suas cabeças para fora da água.

Então, tínhamos que passar por uma ponte para chegar mais perto do lago. Mas havia um elefante jovem lá, ele nem era tão grande como ele poderia ser, mas era grande. Ele estava bem no meio da ponte e ficou complicado para a gente passar. Ele viu que estávamos nos aproximando, fez aquele barulho com a tromba e saiu de lá, tipo balançando a cabeça muito. Ele ficou muito puto que a gente estragou a brincadeira dele de destruição. Parecia que ele estava nos xingando muito. Passamos com ele reclamando e fomos até perto do lago para ver os hipos.

Ele voltou para a festa dele, mas ele não nos esqueceu. Quando ele percebeu que nosso carro estava parado um pouco longe dele, ele continuava a reclamar (tipo meu irmão que mesmo depois de ter resolvido o problema, continua reclamando, senhor). Até que ele estava tão bravo, que desistiu da árvore e veio vindo em nossa direção, reclamando. Avisamos o ranger dando risada e ele ficou de olho no bicho, que estava longe até. Mas ele era sim grande e forte o suficiente para virar nosso carro e se isso acontecesse dentro do lago, era uma vez todo mundo que estava ali (cair em uma água cheia de hipopótamos é morte na certa, sem sombra de dúvidas).

E ele estava vindo do nosso lado esquerdo. Se ele resolvesse bater no carro, realmente iria nos virar no lago. Comecei a ficar com um certo medo quando ele estava se aproximando e o ranger foi saindo com o carro, devagar. Até que ele começou a correr atrás do carro e o ranger teve que acelerar mais. Até que o bicho desistiu, pois ficamos longe dele. Um elefante chatonildo e reclamão que ficou bravinho só porque estragamos a vibe de destruição dele. Vai entender…

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*