Teatros

Mamonas – O Musical

Como começar a escrever esse artigo… Difícil. Essa banda que foi arrancada de nós tão prematuramente, fez parte do início da minha adolescência e marcou tanto, eu amava tanto todos aqueles malucos saltitantes, que chorava de soluçar naquela manhã de domingo que vou me lembrar eternamente. O dia amanheceu muito triste com aquela notícia de que o avião deles havia caído e que ninguém tinha sobrevivido. Chorei por dias escutando o vinil deles e tentando entender o porquê.

Então podem imaginar como foi emocionante para mim assistir a esse musical. Um detalhe muito importante! Ao contrário da maioria das pessoas, eu sou completamente apaixonada por musicais! Então… Emoção em dobro (às vezes, em triplo ou mais).

O musical dura cerca de 3h. Eles contam a história dos meninos, desde quando a banda começou a ser formada e se chamava Utopia, lá em Guarulhos, cantando músicas completamente diferentes, com fundo social e político, até meio deprê. Eles contam como eles nunca deixaram de tentar, de sonhar, sempre mantendo o bom humor e não se abatendo quando escutavam a palavra “não” ou quando alguém zombava de seus sonhos.

Ps da Tali muito importante: NUNCA na vida, jamais, nunca de novo, permita que alguém diga que seu sonho não vale a pena, que seu sonho é uma bosta, que seu sonho é impossível de se tornar realidade. Jamais permita que alguém te faça desistir de algo que pulsa dentro de você todos os dias. Sonhe, mas sonhe muito. E corra atrás para realizá-lo.

Na maior parte do espetáculo, ficamos de boca aberta de como os atores são talentosos e de como eles se parecem de verdade com os integrantes da banda. Dá até um nó na garganta em diversos momentos. Eles não só pareciam fisicamente, como eles também tinha todos os jeitos e gestos dos Mamonas. Era como se estivéssemos vendo todos eles ali, de volta com a gente. O coração até se aperta e nos faz pensar… Como seria se eles estivessem aqui ainda? Nessa geração chata de Mimizentos… Tenho certeza de que ele iriam continuar zoando muito.

Todos os sucessos da banda estavam ali. Somente senti falta da minha favorita e uma das mais engraçadas, que se chama “Uma Arlinda Mulher”. Ri muito relembrando todas as letras e me assustei quando ainda sabia cantar exatamente TODAS as músicas. O tempo passou e nada apagou esse monte de besteira que eles cantavam!

A peça ficou em cartaz aqui em SP até o dia 27, lá no teatro Procópio Ferreira (que aliás, está com peças ótimas em cartaz, vale a pena dar uma olhada na agenda). Uma lástima, pois muita gente não conseguiu ir assistir. Espero que eles voltem logo para cá. Eu iria de novo fácil. Aliás, fica meu apelo humilde para que voltem.

Mamona-na-na-na!
Mamona-na-na-na!
Mamona-na-na-na!
Mamona-na-na-na!
Mamona-na-na-na!
Assassina-na-na-na! Hehehe!

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