Europa

A Paris de 2016

O ponto de partida da minha Eurotrip desse ano e apenas em 4 dias, quase tudo aconteceu. Wow!

Hotel Napoleon

Gente, quem me conhece, sabe que eu amo essa cidade mais que todas que já conheci (não é à toa que tenho uma tatuagem da Torre Eiffel nas costas). Voltar para ela, foi como se estivesse voltando para uma casa que sou completamente apaixonada. A ficha só caiu quando cheguei lá. Muita felicidade.

Dessa vez, foi tudo diferente. Eu estou diferente. A cidade está diferente. Mas aquela conexão intensa continuava ali. Eu estou mais madura e segura, afinal 5 anos se passaram. Portanto, minha postura lá foi completamente diferente da outra vez. Eu estava mais tranquila em aproveitar cada segundo na cidade, sem aquela pressa e necessidade de viver tudo ao mesmo tempo. Foi bom demais me sentir assim lá.

Hotel Napoleon

Foi diferente também pelo fato de eu ter me hospedado em hotéis, ao invés de hostels, e também pelo fato de eu ter utilizado bastante o Uber e táxis. Sensacional ir olhando a cidade pela janelinha, vi muitos lugares lindos que me fizeram sorrir. Paris sempre tem uma surpresa encantadora esperando por nós.

A cidade está bem diferente. Os franceses estão diferentes. Todo mundo falava que eles sempre eram pretensiosos, metidos e se achavam os melhores do mundo. Talvez eles ainda se achem tudo isso, mas parece eles “baixaram um pouco a bola” e estão menos insuportáveis, como muita gente falava. Eles estão com uma postura diferente.

Mas, tudo mudou por aqui ao longo desses 5 anos, somente. Que mudança em tão pouco tempo. Muitos moradores de rua, a limpeza não está lá das melhores e o mais incrível, a cidade estava vazia. Sim, em pleno agosto, verão europeu, a cidade com poucos turistas. Conversei com alguns moradores e eles me disseram que, além dos parisienses estarem de férias, o número de turistas reduziu consideravelmente depois de todos os atentados que aconteceram.

Jardin de Tuileries

Quero falar sobre isso.
Passei na frente do bar Le Carillon, perto do bairro de Belleville, onde foi alvo de um dos atentados do Estado Islâmico. Estava cheio, reformado, sem sinais de nada e abarrotado de gente. Mas eu senti a atmosfera da cidade, sofrida e tensa, num nível baixo, aquele onde todo mundo fica com medo, mas finge não estar, dando de ombros. Foi exatamente isso que eu senti. É como se fosse algo assim “Ah, estou com medo que aconteça alguma coisa, sei que as chances de acontecer tudo de novo, são enormes, mas dane-se, estou sou Paris e é impossível me destruir, então vou viver como se não sentisse nada”. Algo parecido com isso…

Sim, Paris é uma cidade forte, sem dúvidas. Mas ela está cansada. Acho que é um sentimento que está tomando conta de muitos lugares pelo mundo, para falar verdade. Afinal, quem não tem medo e apreensão de um bando de loucos fanáticos que matam em nome de um Deus, só porque eles acham que devem fazer isso?!

Les Invalides

Mas eu me senti segura na cidade com relação a isso. O policiamento está intenso, por todos os lugares. Eles te revistam antes de entrar em todos os pontos turísticos mais visitados. Eles cercaram a parte de baixo da Torre Eiffel, que antes ficava aberta, justamente para evitar atentados ali, porque era um ponto de grande aglomeração de pessoas.

Place Vendome

O que eu não me senti segura, foi com o fato de ter aumentado MUITO o número de imigrantes, moradores de rua e pessoas que te abordam querendo te distrair para fazer saber lá Deus o que. Claro que ninguém vai te matar por causa de um celular, como acontece todos os dias no Brasil (eles não são idiotas e sabem que aqui a lei funciona), mas os famosos trombadinhas estão por toda parte. Nada aconteceu comigo, porque sempre estou muito atenta a tudo que acontece ao meu redor, mas bobeia pra você ver.

Madeleine

Conheci parisienses que me mostraram coisas magníficas sobre a cidade. Cantinhos que quase turista nenhum visita, como dois Wine Bars especiais que eu queria muito conhecer (só conheci esse lugar porque procurei muito sobre o tema antes de ir e realmente não tem turista em nenhum dos dois, somente locais), o La Baratin e o Le Verré Volé (depois vou fazer uma resenha sobre eles). Também tive de looonge um dos melhores jantares da minha vida, num restaurante chamada La Societe, que é um clássico de Paris que quase ninguém de fora conhece.

Le Verré Volé
Le Baratin

Realizei um sonho que foi fazer um pic nic delícia, olhando para a Ponte Alexandre III e para o Les Invalides e aquele Domo lindo onde está enterrado Napoleão. Percebi que os franceses estão em vantagem (há, em muitos aspectos, pelo menos eu acho hahaha) porque eles compartilham vinho, ao invés de cerveja (aahh, eu amo vinho, todo mundo sabe). Me senti uma verdadeira parisiense caminhando pela cidade sem mapa e não me perdendo.

Montmartre e a lindíssima Sacré Coeur

Dentro da Basílica de Sacré Coeur

Eu repeti pouquíssimos lugares nessa visita, pois já fui com uma pré lista de lugares que eu deveria conhecer. Ainda bem que conseguir riscar quase todos que havia programado, como o Museu D’Orsay, Cemitério de Pere-Lachaise e o Jardim de Luxembourg. Ahh, fantástico todos eles e estou apaixonada pelo D’Orsay. Ah, e também amei o Moulin Rouge.

Museu D’orsay

Bom, basicamente foi isso. Agora vou separar todos os temas nos próximos artigos, então fiquem ligados, ok?! Ainda tenho mais alguns dias na cidade e vou conseguir aproveitar para riscar mais alguns lugares.

Galerias Lafayette

L’Ópera de Paris

Vai ser demais. Então, fiquem de olho aqui no site, no Snapchat (@talibortolussi) e no Instagram (@viagensdatalita) porque estou mostrando tudo por lá.
Um beijo no coração de vocês.

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